#N°42 – Aceitar nossa humanidade

🌾 Vento da Liberdade

#N°42 – Aceitar nossa humanidade

Reflexões diárias – 02/07/2020 

🌟 Você é uma fonte de água pura, um rio de águas limpas e puras que flui, flui com força, graça e glória. Por favor, sei que há pedras e rochas que estão no caminho da fluidez deste lindo rio, mas você percebe que o rio passa por todas elas e continua a fluir? Essas rochas e pedras são como bloqueios emocionais. Percebe como o rio flui, desliza, passando por elas? O rio de forma alguma diz: “Eu sou essa rocha da depressão, eu sou medroso, eu sou ansioso, eu sou carente, eu sou triste”. Não, o rio é a corrente de água viva que corre passando por todas essas rochas e pedras. E ele vai desgastando elas com sua força e fluidez. Ele não resiste às pedras. Ele flui junto com elas e apesar delas. Pelo contrário, elas compõem o grande cenário da natureza. Com nós, seres humanos, acontece algo semelhante. Todos possuímos desafios, padrões de comportamento, sentimentos de dor ou tristeza, porém não podemos nos confundir com eles. Eles são as pedras e rochas. Nós somos o rio de água pura e vivas. Afirme sempre: “Eu Sou a Gloriosa Presença que flui e preenche minha vida e meu mundo com perfeição e Amor”. Quando somos “pegos” por sentimentos de vulnerabilidade, a tendência comum do ser humano é resistir a eles. Dessa forma, por um lado cresce a nossa vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, por outro lado, cresce a nossa proteção (resistência) à ela. Daí surge a depressão, uma forma de resistência à criança interior ferida de longa data. “Eu não quero sentir minha tristeza, minha solidão, meu sentimento de inferioridade, minha raiva. Tudo isso é ruim. E eu sou uma pessoa boa”. Você já ouviu esse tipo de conversa? A resistência nasce de todo o tipo de julgamentos que aprendemos com a religião e com a cultura onde crescemos. Por favor, diga “sim” à sua resistência. Só é possível encontrar nossos  sentimentos novamente se dissermos “sim” à nossa resistência a eles. Ela é como uma proteção, uma capa dura, capaz de impedir o acesso aos nossos sentimentos, à criança interior que leva uma vida paralela e abafada dentro de nós.
Precisamos dizer “sim” a essa resistência, pois todas as partes do nosso ser precisam de aceitação e amor, antes que possam se transformar. Ao mesmo tempo, é necessário aprendermos a falar a partir da nossa vulnerabilidade: “Eu sinto medo, eu sinto-me sozinho, sinto raiva. Tenho necessidade de companhia, de amor”. Essa exposição, no entanto, pode ser tão dilacerante que ficar “nú” dessa forma pode ser recebido como violência pela pessoa. É importante, por isso, a pessoa criar sua identificação com a divina Presença Eu Sou dentro de si, de modo a não misturar quem ela realmente é com os seus sentimentos de vulnerabilidade. Precisamos aprender a falar de nós mesmos com todo o nosso coração, expondo nossa vulnerabilidade, de modo a enfraquecê-la, mas sem deixar de firmar nossa identidade na rica e gloriosa Presença que Eu Sou. O que ocorre geralmente com as pessoas que entram num caminho espiritual é buscarem a luz e se oporem, resistindo à escuridão. Com isso, podem construir uma imagem idealizada que as mantém afastadas da sua humanidade. Acabamos ficando presos em papéis de pessoas espiritualizadas, gurus, sábios, terapeutas, yoguis, mulheres shaktis, homens sagrados, etc. Entretanto, eu penso que é apenas ao aceitarmos nossa profunda humanidade e vulnerabilidade que nos capacitamos a encontrar a divina Presença dentro de nós.

🌟Autor Tiago Bueno
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