🌾 Vento da Liberdade
#N°53 – Escolhas
Reflexões diárias – 13/07/2020
🌟 O ser humano faz escolhas todo o tempo. Suas escolhas buscam atender suas necessidades e valores. Por vezes, podemos estar fazendo escolhas sem consciência delas. Por exemplo, uma pessoa aceita lavar uma calçada com água que sai de uma mangueira. Ela sabe que pode optar por uma outra atitude que preserve mais este recurso natural que é a água. Porém, diz que está fazendo aquilo devido a não ter escolha, visto estar cumprindo uma ordem do seu chefe. No entanto, o que ela poderia dizer neste caso, de modo a não negar sua responsabilidade pelo ato, é falar o seguinte: “Eu escolho lavar a calçada com a mangueira porque quero manter meu emprego.” Quando assumimos a responsabilidade por nossas escolhas, nossa mente ganha liberdade. “Se eu estou fazendo o que estou fazendo apenas por causa do dinheiro, eu posso escolher fazer outra coisa que me traga dinheiro e que esteja em conformidade com os meus valores”. No final das contas, sou eu quem escolhe. Ao negarmos a responsabilidade por nossas escolhas, muitas vezes assumimos um papel de vítima. Certa vez peguei um táxi. Era o auge do verão em Porto Alegre. Neste período específico do ano, a cidade costuma mudar o nome para “Forno Alegre”. Quando entrei no carro, encontrei um alívio imediato. Havia ar condicionado. Rapidamente lembro-me de ter dito ao motorista: “Você deve estar feliz de trabalhar com ar condicionado no carro”. Ele me olhou e deu de ombro, dizendo: “Eu não. Se eu pudesse, estaria fazendo outra coisa e morando em outro lugar. Mas sou obrigado a trabalhar aqui.” Aquela resposta vinha com um ar de impotência, como se não houvesse escolha senão fazer aquilo. Imediatamente pensei no quanto nossa linguagem pode nos aprisionar ou nos libertar. Mahatma Gandhi certa vez disse ao povo indiano: “Nós não precisamos sentir ódio dos ingleses, pois eles não nos roubaram a Índia. Nós é que entregamos a Índia a eles. E se fomos nós que entregamos, temos o poder de recuperar ela de volta”. Gandhi estava executando dupla tarefa naquele momento. Estava articulando ações de desobediência civil contra a colônia inglesa, e também retirava o seu povo do estado de impotência e vítima psicológica. Em certo momento da minha vida, eu passei um período de depressão. Havia voltado a morar com meus pais e não via perspectiva profissional. Não me encaixava em nada no mercado de trabalho. Mesmo deprimido, lembro-me que foi o ato de chamar a responsabilidade para mim, por estar vivendo aquilo, que me ajudou a me recuperar. Eu dizia para mim mesmo: “Eu escolhi estar vivendo exatamente isso que estou vivendo. E se foi eu quem escolhi, eu tenho o poder de escolher diferente”. Dali por diante, conversava comigo procurando acolher minha dor e tristeza e assumindo autorresponsabilidade. Este tipo de autorresponsabilização requer a mais profunda autocompaixão, de modo que você consiga enxergar o pior dentro de si, mas sem perder a fé em si mesmo. Podemos sim criar a realidade que queremos vivenciar. E podemos fazer isso tornando consciente as nossas escolhas. Caso isso não ocorra, é bem comum vivermos um sentimento de frustração e impotência, pois iremos responsabilizar alguém por aquilo que estamos vivendo. Nesse estado psicológico, é difícil haver mudança, pois caímos na condição de vítimas. A boa notícia é que não somos vítimas. Somos a Presença Divina que cria a nossa realidade com perfeição e alegria.
🌟Autor Tiago Bueno
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