Vento da Liberdade
#N°19 – O tabu contra a individualidade
Reflexões diárias – 09/06/2020
Sociedades baseadas em hierarquia e dominação normalmente se guiam por regras e sistemas de pensamento que dividem a realidade naquilo que é certo ou errado. Como consequência, e com raras exceções, as pessoas que ascendem ao poder dentro dessas sociedades são aquelas mais aptas a seguirem estas regras e que geralmente já trazem incorporadas em si desde a sua cultura familiar, o que acaba por sustentar e manter a hierarquia e status quo. As pessoas que participam deste contexto cultural e social aprendem a pensar e agir de acordo com estas regras. Suas mentes estão programadas a pensar em termos de bom ou ruim, certo ou errado. Assim, elas se comparam com as demais pessoas, classificando como inferiores aquelas que não compactuam com as suas regras ou que não compartilham o seu conhecimento particular. Desse modo, e para este tipo de cultura e sociedade, se algo está errado na sua vida, por exemplo, é devido à sua incapacidade de seguir as regras da moralidade e de vestir a “camisa de força” que lhe foi imposta antes mesmo de você ter nascido. Obviamente que você não irá questionar este estado de coisas, pois em culturas deste tipo a pedagogia vigente geralmente é a da transmissão de conhecimento. Há pouco ou nenhum espaço para o desenvolvimento do pensamento autêntico. Há uma espécie de tabu contra a individualidade. Aqueles que estão no poder, se atribuem a virtude de seguir fielmente os “seniores ou mais antigos”. E os mais antigos são louvados pela “sabedoria” que possuem. Está sabedoria não está vinculada à capacidade de ouvir e dialogar com os outros, mas a sua “clarividência ou clariaudiência”, que se expressa através de já saber de antemão o que uma pessoa irá dizer, mesmo antes dela ter falado. Daí está justificado o “desnecessário” uso do diálogo e da escuta. Pessoas que crescem dentro deste modelo, só conseguirão romper com este sistema de dominação ao reivindicar o uso da palavra como um direito que lhe pertence. E elas farão isso ao aprenderem a ouvir suas próprias necessidades e sentimentos. Caso contrário, crescerão acreditando que há algo de muito errado consigo mesmas devido a não se adaptarem por serem diferentes. A adaptação simplesmente não é uma opção. Seus corpos gritarão ou irão adoecer, caso se forcem a isto. Criar o hábito de conversar consigo, aprendendo a ouvir seus sentimentos e necessidades, ao invés de se forçar a seguir regras e modelos exteriores a si próprio, é a grande chave para resgatarmos nossa individualidade e originalidade. Ousar questionar as autoridades e as regras de pensamento e comportamento baseadas em hierarquia, também é essencial para se descobrir o seu caminho único e até mesmo marginal. O importante é acreditar que não há nada de errado com você por ser diferente. Continue a ouvir o chamado da sua alma, que se expressa através dos sentimentos e emoções tidos como inferiores ou impuros. É isso mesmo, suas emoções e sentimentos geralmente são a voz da sua criança interior que está buscando lhe indicar o caminho do prazer e da alegria, ao invés do esforço e da autoexigência.
🌟Autor Tiago Bueno
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