Zine 3 - A Mãe Terrena

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          “A Mãe Terrena está em ti e tu estás nela. Ela te deu à luz; ela te deu a vida. Foi ela quem te deu o corpo, que a ela, um dia, devolverás. Bem-aventurad@ serás tu quando a conheceres e conheceres o seu Reino”.  No mês de junho de 2019, o influxo de uma nova energia passou a habitar a Casinha da Escuta.


Dois altares foram feitos pela artista Sahi Devi dedicados à Pachamama, Gaya, Mãe Terrena, e tantos outros nomes que podem ser usados para reverenciar esta Deusa, cujo amor nos recebeu, nos deu um ventre para sermos gestados e nos nutre diariamente. Como podemos conhecê-la? – alguém pode perguntar. Não há uma regra. No entanto, conhecê-la significa atravessar uma aduana importante: libertar-se do medo da rejeição e da escassez e adentrar o “campo da fartura”. E uma chave para isto é o uso sincero da gratidão. A ação de graças abre o acesso a esta Grande Mãe. Dando graças, de coração, ao ventre que nos gerou, por exemplo, conquistamos verdadeira maturidade. Voltamos a nos sentir bem-vindos, amados e seguros, o que nos permite irradiar nossa luz sem reservas aqui na Terra.


Emily Frederico comentou que quando se conectou com sua espiritualidade e começou a devolver seu sangue de menstruação à Pachamama, ritual conhecido como “plantar a lua”, obteve a cura de uma endometriose. Antes disso, tinha muitas dores e dependia quase que exclusivamente de hormônios para estar bem. Segundo ela, faz dois anos e meio que tem sua saúde recuperada, graças à reconexão obtida. 



Cerimônia de Ayahuasca

No dia 6 de junho de 2019, aconteceu a primeira cerimônia de ayahuasca na Casinha da Escuta. O ritual foi conduzido por Lobo Ferreira e Crissie Rosa que integram o grupo “Rezadores do Mundo”. A passagem deles por aqui foi de muita responsabilidade e dedicação, ao conduzirem um grupo de sete pessoas ao conhecimento de uma medicina indígena ancestral, que só deve ser utilizada dentro de um espaço e propósito ritualístico de cerimônia. Esta medicina, Ayahuasca, é bom lembrar, não deve ser usada com propósito recreativo e recomendamos, com veemência, que se conheça a credibilidade e experiência de quem está servindo ela. Ayahuasca não é brincadeira, é luz e verdade! Segundo uma das participantes, chamada Renata, “foi uma experiência muito poderosa que me trouxe autorresponsabilidade sobre meu poder pessoal, principalmente porque meu desejo é o de trabalhar com a cura”, disse ela. Já outra participante, Divya Jyoti, relatou ter conseguido perdoar uma relação sua, o que lhe trouxe leveza e limpeza ao coração. Quando as pessoas se curam individualmente, esta energia flui para toda a sociedade, pacificamente, sem esforço.


En-canto de Orixá na Casinha da Escuta
Dia 21/6 tivemos uma apresentação poética musical chamada “En-canto de Orixá”, criada pelo artista e compositor Tiago Bra. Em parceria com ele, se apresentou também a cantora Clarice Nejar. 



 
Segundo ele, a realização desse trabalho surgiu da necessidade de compartilhar um pouco da sua vivencia com os orixás. As músicas são de sua autoria. É uma contribuição única, feita com as características e qualidades de sua própria vibração e sabor.


É a forma como eu traduzo essas inteligências da natureza. E é isto o que geralmente me distingue dos outros: doar a mim mesmo. Não o que eu aprendi dos outros, como certas habilidades e conhecimentos. O melhor que dou não vem de fora. Não, eu sou o vínculo exclusivo, integrando todas as influencias que recebi na minha natureza à minha própria maneira. E este é o meu carisma único que irradio através da minha música”, diz ele. Pai de uma filha de três anos, chamada Maria, Tiago Bra lançou seu primeiro disco em 2018, com o título “A pegada de um sumé”.



 O álbum concorreu ao premio Açorianos de música na categoria revelação MPB e está disponível nas principais plataformas digitais como youtube, soundcloud, etc. Acreditar em si mesmo e nos outros é o mantra desse caboclo. Mas nem sempre foi assim. Acompanhei um pouco do seu caminho e me orgulho de ver um ser humano que, assim como a maioria de nós, atravessou os vales sombrios e úmidos de autodúvida e solidão para abrir novos horizontes nas formas de pensar e sentir a realidade. Hoje, vemos uma flor desabrochada, ocupando o seu espaço e espalhando seu perfume de autoafirmação. 

Sua energia de solução se irradia a tod@s que ainda procuram validação externa, através de pais, amigos ou da sociedade. Em algum momento, você (que está lendo isto) terá que dar o salto para a verdadeira autorização, o que significa realmente acreditar em si mesmo e verdadeiramente honrar suas inclinações naturais e seu conhecimento interior, agindo de acordo com eles. Nós, da Casinha da Escuta, @ convidamos a fazer isso e lhe asseguramos que você encontrará apoio em cada passo do caminho – exatamente como você, num futuro não distante, estará aí para apoiar outros em seu caminho. O universo quer encorajá-l@ a deixar que sua música única flua, o que significa incorporar o seu eu mais elevado. Se refere a ser você mesm@ e expressar a sua individualidade. 

Casinha da Escuta
"Aqui tem fogo"

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