#N°80 – Acolhendo nossa resistência

  🌾 Vento da Liberdade


#N°80 – Acolhendo nossa resistência

Reflexões diárias – 09/08/2020 

🌟 Como você está se sentindo neste exato momento? No caminho que estamos todos fazendo há uma etapa em que aprendemos a lidar com nossas emoções e encarar o profundo desespero que é comum à nossa condição humana. Enquanto escrevo, flashes chegam a minha mente lembrando-me que um dia fomos crianças. Sim, todas as crianças que chegam a uma realidade dura e completamente sem defesas. Caímos dentro de um paradigma que pertence aos nossos pais e a verdade é que isto é realmente doloroso. Procuramos o amor como um alimento e recebemos respostas muitas vezes confusas. Devido a necessidade de aceitação, a criança aprende a esconder o conflito dentro de si. Porém, no momento em que você está mais comprometido com o seu caminho de autodesenvolvimento, essas peças costumam vir à tona: o medo da rejeição, a dor da solidão, do abandono, da tristeza, etc. Você pode até pensar que está andando para trás no seu processo e isto pode até deprimi-lo. No entanto, acredite, esta etapa do caminho é feita de um aprendizado pouco convencional, onde você terá de aprender a lidar com suas emoções. Em outras palavras, aprenderá a acolher sua criança interior. Sei que para muita gente a criança interior já deveria ter crescido e amadurecido. No entanto, não é assim que funciona. Para você se conhecer realmente, em algum momento terá de aprender a ouvir suas emoções sem julgá-las. E isso quer dizer aceitar-se exatamente do jeito que você é. Falar realmente é fácil. O desafio é conseguir fazer isto no momento em que as emoções estão à flor da pele. E é exatamente aí que a transmutação pode acontecer. No instante da sua maior necessidade, se você conseguir estar presente consigo, sem julgamento, torna-se possível transmutar o sentimento de dor. É como se você dissesse para si mesmo(a): “Eu não vou deixar você sofrer sozinho(a). Deixa eu sentir a sua dor.” Este tipo de “abraço” que você se oferece muda completamente a percepção de como lidar com aquilo que mais nos causa dor. Muda nossa atitude e isto é fundamental. Geralmente, aprendemos com o mundo à nossa volta a encararmos nossas emoções de forma tão simplista que tratamos elas como algo que tivéssemos que nos livrar. Dessa forma, é comum resistirmos a elas. Essa resistência nos leva a pensarmos coisas do tipo: “De novo essa tristeza... porque eu já não estou livre de disso”. Ou então, “deixa eu pensar positivamente e fazer umas afirmações”. Não digo que isto não seja útil, porém esse tipo de esforço pode ser apenas uma máscara de resistência à autoaceitação. Isso muitas vezes põe nossa criança interior em desconsolo. É preciso assumir essa resistência e dizer “sim” a ela: “Sim, eu sinto resistência em aceitar minha vulnerabilidade e meus sentimentos e eu me acolho assim”. O importante é conseguirmos dizer “sim” a todas as partes do nosso ser. A resistência por vezes se torna uma camada escura tão grossa que impede-nos o acesso ao nosso mundo emocional. É isso o que, em vários casos, provoca a depressão: uma resistência a sentir as emoções. Enquanto você ainda está sentindo, você se encontra vivo. Porém, quando a resistência cobriu a abafou seu mundo emocional, é como se você já estivesse morto. Muitas pessoas sentem-se assim. Em outras palavras, a depressão é isso: não sentir mais as emoções. Uma chave é começar a dizer “sim” à sua resistência, essa camada de escuridão que nos impede de aceitar a vida como ela é agora. Detecte essa camada de escuridão toda vez que você pensa em ser diferente daquilo que você é agora. A não aceitação daquilo que você é geralmente lhe impulsiona a querer ser diferente, a estar em outro local, a buscar coisas fora de você. Deixar ir quem a gente acha que deveria ser, requer uma profunda aceitação de quem somos no momento presente. Requer assumir sem disfarces a nossa própria vulnerabilidade. Então, um bom começo talvez seja aceitar pelo menos a nossa resistência, antes de tocarmos em nossas feridas mais profundas. Lembre-se sempre que não são essas feridas psicológicas que causam a maior dor em nossas vidas, mas sim o “sal” que largamos sobre elas. E este “sal” se chama julgamento. Lidar com nossa criança interior ferida, acolhendo-a, permite o resgate da nossa espontaneidade.


Até breve!


🌟Autor: Tiago Bueno🌾

Blog👉http://labidr.blogspot.com

Fone: (51) 998177893

✨Receba diretamente os áudios do Vento da Liberdade pelo grupo do whatsapp:

https://chat.whatsapp.com/Keld8g5JK1pB6Q7vnfR4cC

✨Ou pelo Telegram: https://t.me/ventodaliberdade


Nenhum comentário:

Postar um comentário