🌾 Vento da Liberdade
#N°86 – Sociedade do conhecimento
Reflexões diárias – 15/08/2020
🌟 A característica principal de um professor é que ele nunca vai se apresentar como uma autoridade, nunca vai se fazer maior, mas menor. Ele sabe que sua função não é dar respostas, mas auxiliar a fazer perguntas. Um professor verdadeiro não transfere conhecimento aos outros, não dá respostas. Ele abre espaço para que o conhecimento seja construído. Sua pedagogia é a da pergunta. A principal habilidade de um professor é saber dialogar, pois no diálogo está a possibilidade de ver os outros como parceiros de pesquisa e não como dominados. Um dominado recebe conteúdo de um dominador, como se a sua cabeça fosse um depósito onde o dominador coloca o seu conhecimento. Em muitos lugares acredita-se que o aprendizado ocorre desta maneira. Porém, a única coisa que pode ocorrer numa relação deste tipo é a domesticação. Seres humanos são domesticados dessa maneira. E isto é favorável a uma sociedade baseada em hierarquia e escravidão. Através deste tipo de “educação”, podemos ter mão de obra barata e dócil. Pessoas que transferem conhecimento a outras nunca podem receber o título de professores, mas de instrutores. O instrucionismo é a forma pela qual mantemos um povo ignorante e fora da sociedade do conhecimento. O instrucionismo alimenta a cópia. O instrutor repassa a cópia do conhecimento produzido por outra pessoa. Dessa forma, nem o instrutor pensa e muito menos os alunos aprendem como aprender. Aqui no Brasil, esta pedagogia baseada na instrução evita que as pessoas questionem. Apenas uma parcela muito pequena da sociedade aprende a pensar e questionar. De modo geral, somente aqueles que frequentam cursos de pós graduação, onde precisam aprender a pesquisar. O resto aprende a fazer cópia, pois assim está assegurado que irão sempre buscar respostas em alguma autoridade fora de si, que lhes diga o que devem fazer. Se você quiser ser um professor, o primeiro passo é produzir seu próprio conhecimento. O segundo passo é ter os estudantes como parceiros de pesquisa e não como alunos. Parceiros de pesquisa estão numa relação de horizontalidade. Alunos estão numa relação de dominados. Onde os estudantes são vistos como parceiros de pesquisa, a tarefa deles passa a ser de produção de pensamento autêntico. Onde os estudantes são vistos como alunos, a tarefa deles passa a ser a de ouvir aula e copiar conteúdo. Quem pesquisa, aprende. Quem ouve aula e faz cópia, não. Numa sociedade do conhecimento, o que resolve os problemas é a produção de conhecimento. E isso só a pesquisa é capaz de proporcionar. Numa sociedade subdesenvolvida, o que mantém a hierarquia e a dominação de uns sobre os outros é o instrucionismo, ou seja, é o instrutor repassando um conteúdo que no fundo é uma cópia. Os alunos de modo geral entram nessa relação como vítimas. Se você quiser auxiliar suas vítimas a se tornarem pensadores, por favor pare de dar aula e repassar conteúdo. Torne-se num professor que produz seu próprio conhecimento e que cria ambientes de pesquisa e de produção de pensamento autêntico, ao invés de repasse de conteúdo e de aulas fajutas. Numa sociedade do conhecimento não há espaço para cópia e transmissão de conteúdo, pois ninguém aprende de fora para dentro. O órgão de aprendizagem não é o ouvido, mas o cérebro. Os estudantes precisam aprender como aprender, e isto se faz através da pesquisa e elaboração de pensamento autêntico.
🌟Autor: Tiago Bueno🌾
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