#N°118 – Etapas do desenvolvimento emocional

 🌾 Vento da Liberdade


#N°118 – Etapas do desenvolvimento emocional


Reflexões diárias – 23/09/2020 


🌟 Eu Sou a Única Presença atuando aqui. Quando fazemos esta afirmação, voltamos nossa atenção para o centro da “gangorra”. Uma gangorra possui o seu centro e também as extremidades. Nas extremidades da “gangorra”, nossa consciência está identificada com os papéis que cumprimos. Num momento posso estar ocupando o papel de pai e no outro de professor, por exemplo. Posso também ocupar o papel de alguém que está desempregado e sem dinheiro. No entanto, enquanto eu estiver me identificando com qualquer um desses papéis, minha consciência está apoiada em um dos extremos da “gangorra”. Certa vez, consegui um trabalho de porteiro noturno de um prédio. Eu já estava todo envergonhado de trabalhar em algo que socialmente possuía pouco ou nenhum valor. Daí, para minha alegria, meu empregador chegou e me deu uma vassoura, dizendo que eu deveria varrer toda a calçada. Lembro-me de sair triste, arrasado do meu primeiro dia de trabalho. Posso lhes dizer que minha consciência estava apoiada na extremidade da “gangorra”, onde eu me identificava com aquilo que fazia. Se aquilo fosse socialmente valorizado, minha autoestima estaria em alta. E assim fui procurando empregos que me permitissem acreditar que eu seria alguém, caso fosse valorizado socialmente. Porém, chegou o dia em que me vi escravizado. Andava de terno e gravata, batia cartão e tinha uma vida de assalariado bem-sucedido. Entretanto, dificilmente aproveitava o sol e as coisas simples da vida. Certo dia, porém, uma crise veio, como um vento forte de “Iansã”, e me carregou com ela. Larguei tudo e prometi a mim mesmo que nunca mais voltaria para aquela vida. Não sabia o que iria fazer, mas sabia o que eu não queria. Fiquei algum tempo perdido, atordoado, explorando o lado marginal da vida, onde eu era totalmente livre para descobrir o que meu coração realmente desejava fazer. Não foi um período nada romântico. No entanto, lembro-me de ter encontrado uma saída à pergunta que me faziam: “O que você faz da vida?”, eu respondia: “Sou um vagabundo”. Na verdade, eu estava com mais força para confrontar um sistema de valores e de arcar com a possibilidade de desagradar os outros. Era como se partes suprimidas de meu ser pudessem vir à tona, me tornando mais presente. Minha consciência estava se elevando acima dos padrões de pensamento e comportamento baseados no medo. Talvez uma atitude um tanto quanto adolescente, rebelde, porém necessária. O que os outros pensariam a meu respeito? Foda-se! Acredito que isso faz parte de uma etapa do desenvolvimento emocional de todo ser humano. Você, num primeiro momento, se submete e vive um processo de escravidão emocional, voltado a atender os padrões e valores externos de conduta, que pertencem à sua cultura, família e sociedade. Caso não aconteça de você entrar num processo de autoconhecimento, é muito provável que viva uma vida toda que não é a sua, de modo a não desagradar os outros, por medo de perder o amor deles e ficar sozinho. Uma segunda etapa deste processo de desenvolvimento emocional se dá quando você começa a se voltar para dentro de si mesmo, a fim de se conhecer. Neste ponto do processo, você entra em contato com seus sentimentos e emoções e descobre que eles emergem a partir de necessidades sentidas. É aqui, nesse ponto, que você enfrenta o grande “MEDO DA LIBERDADE”. Sua criança interior geralmente se apresenta nessa etapa. Você passa, agora, a dar atenção a ela e também busca ser quem você realmente é, uma pessoa autêntica. Costumamos nomear essa etapa do caminho como a fase do “ranzinza”, pois é muito provável que você mande os outros se “foder”, sempre que as suas necessidades forem ameaçadas. Isso é totalmente natural. Sua luz está mais forte agora e ela é naturalmente confrontadora a qualquer modo de dominação e controle. A escuridão age a partir do medo e do controle. Os mecanismos de censura e ditadura são um exemplo perfeito disso. O terceiro estágio do desenvolvimento emocional se dá quando você é quem você é. É o estágio de Libertação, onde você não luta mais para afirmar suas necessidades e valores. Você saiu da dualidade, da luta do bem contra o mal. Sua consciência se tornou capaz de “abraçar” ambos os opostos. Você vê todas as expressões de consciência como sendo expressões únicas da Divina Presença. Pode-se dizer que sua consciência deixou as extremidades da “gangorra” e passou a habitar o centro dela.  Neste estado, você é capaz de ouvir e acolher as necessidades das outras pessoas, sem, no entanto, abrir mão das suas próprias e verdadeiras necessidades. Você utiliza os diferentes papéis sociais, mas sem que a sua autoestima dependa deles. Sua autoestima está, agora, ancorada no centro da “gangorra”, na sua própria divindade, no “Eu Sou”.


Até breve!


🌟Autor: Tiago Bueno🌾


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