#N°121 – Você é um(a) professor (a)!

  


🌾 Vento da Liberdade


#N°121 – Você é um(a) professor (a)!


Reflexões diárias – 02/09/2020 


🌟 Criar espaço para autoexpressão e para a produção de conhecimento é tarefa de um professor. 


- Desse modo, podemos dizer que qualquer pessoa que faça isso pode ser um professor? 


- De certa forma sim. Se você é alguém que produz conhecimento próprio e que abre espaço de produção de conhecimento às outras pessoas, então você pode ser considerado um professor ou professora.


- Mas é tão fácil assim ser um professor?


- Na verdade é raro encontrarmos professores.


- Por que?


- Por que infelizmente fazemos a triste associação de que ser um professor é ser um transmissor de conteúdo. E isso quem faz é um instrutor, não um professor. Devido a essa confusão, nossas salas de aula, ao invés de serem locais onde os estudantes vão para produzir conhecimento, acabam servindo como local onde se faz cópia da cópia.


- Porque cópia da cópia?


-  Pelo fato de que um instrutor repassa um conhecimento que, no fundo, foi também copiado por ele, e depois cobra essa “farofa” na prova.


- Mas uma amiga minha seguidamente me pergunta coisas e eu transmito o que eu sei a ela. E algumas vezes o que eu sei é aquilo que li e copiei de livros. Isso é errado?


- Cada situação é uma situação, cada caso é um caso. Porém, se você se colocar acima dela, ou ela abaixo de você, ao acontecer essa partilha de conhecimento, isso naturalmente impede que haja o ofício de um professor. O que haverá será a relação infeliz de guru e discípulo. 


- E porque seria infeliz a relação de guru e discípulo?


- Digo infeliz por se tratar de uma relação baseada em hierarquia. Por isso, um verdadeiro professor sempre se fará menor do que os seus alunos, ao invés de maior.


- E como isso ocorre na prática, por exemplo nessa situação em que a outra pessoa nos faz uma pergunta?


- Um professor sempre aproveita qualquer situação para fazer a outra pessoa pensar, de modo a instigá-la a construir sua própria resposta, a buscar a sabedoria inata dentro de si. O que ele pode fazer, nesse caso, é, antes de responder, explorar com a pessoa que lhe pergunta quais são as possíveis respostas que ela já têm, subjacentes ao ato de perguntar.


- É como se você me devolvesse uma outra pergunta, buscando saber o que eu já sei a respeito daquilo que eu te pergunto?


- Exato! Dessa forma, estaremos rompendo com um certo paradigma em nossa sociedade, cuja principal característica parece ser a de estabelecer uma estranha dicotomia entre aqueles que são detentores do conhecimento e aqueles que são ignorantes dele. E isso obviamente possui muitas raízes dentro da sala de aula. Nesse paradigma, o professor acha que ensina algo ao aluno, como se eles fossem separados. No entanto, o professor apenas ensina a si mesmo, pois ele é o sujeito que pensa, enquanto ensina. Já o aluno, sendo um objeto receptor do conhecimento do professor, não aprende nada, pois não pensa. Enquanto ouve aula e copia, o aluno não aprende, pois o órgão de aprendizagem é o cérebro e não os ouvidos. Nesse momento, enquanto eu produzo este conhecimento, eu penso. Você, no entanto, irá pensar quando se arriscar a ser um autor ou autora. A sala de aula é para isso, para os estudantes pensarem e produzirem conhecimento, ao invés de ficar ouvindo aula e copiando matéria.

- O papel do professor muda completamente, não é verdade? 


- Sim! O papel de um verdadeiro professor é o de ser ultrapassado pelos alunos, de modo a se tornar desnecessário. Desse modo, ele cumpriu sua função como educador.


Até breve!


🌟Autor: Tiago Bueno🌾


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