🌾 Vento da Liberdade
#N°123 – Sem culpa
Reflexões diárias – 10/10/2020
🌟 Eu Sou a Presença Benfeitora e uma Imagem de Suporte para o mundo.
Cada um de nós é um(a) filho(a) da Presença Benfeitora. Não estou falando de nossos pais biológicos. Nesse momento, quero chamar a atenção para algo que vive além do corpo que vestimos. Em verdade, eu e você somos Luz divina, emanada da Grande Presença Eu Sou. Essa Luz é sem limites e todo o benefício provém Dela. Já o mal, por sua vez, não provém Dela. Ele surge da ignorância, do desconhecimento de quem realmente somos. A ignorância de quem somos gera o medo. O medo gera a necessidade de controle. A necessidade de controle gera a disputa pelo poder. Daí está armado o palco para a luta entre o bem e o mal. No entanto, se o mal não existe, porque existiria o bem? Se o que existe é a ignorância, e não o mal, o que precisa ser revelado é a verdade. E a verdade diz que o(a) filho(a) de Deus é sem culpa e sem pecado.
Você acredita que é pecador(a) ou culpado(a)?
A maioria diz que não. Entretanto, basta virar para o lado, bater sem querer em algo, deixar cair no chão e quebrar, para a pessoa revelar o que realmente acredita a seu próprio respeito: “Eu sou um estabanado mesmo, não faço nada direito...”.
Geralmente esses rótulos emergem junto com algum sentimento de culpa, de indignação ou impaciência consigo. É muito provável que a pessoa tenha aprendido a se tratar assim lá na infância. Quando chega à fase adulta, estas crenças estão tão enterradas dentro de si que acabam por tornar o processo de autoconhecimento realmente lento. Parece que, muitas vezes, o indivíduo repete e repete padrões de comportamento, sem perspectiva alguma de transformação. É muito importante usar o humor consigo, quando isso acontecer, e fazer um pacto para se apoiar frente a qualquer situação.
A análise de nós mesmos, na minha experiência, é um passo importante. Porém, ela ainda é uma parte executada pela mente e bastante limitada. Acredito que chega um momento onde é preciso deixá-la um pouco de lado e começar a se divertir com os chamados “fracassos”. Isso pode ser comparado a uma profunda autoaceitação dos seus sentimentos, ou um olhar compassivo para consigo. É como se conseguíssemos olhar para dentro de nós mesmos, enxergarmos o pior, mas de forma alguma perdemos a fé em nós mesmos. Ao contrário, os rótulos e culpas que aprendemos na infância perdem seu poder sobre nós.
Tenho trabalhado ultimamente com pessoas em situação de rua. Talvez minha única contribuição seja olhar a luz nos olhos dessas pessoas e enxergar o(a) filho(a) de Deus sem pecado, sem culpa, e para sempre perdoado. Se aprendermos a manter acesa a chama da fé em nós mesmos, é possível estendê-la aos outros. O que a nossa criança interior mais necessita é olharmos sem julgamento ou recriminação para ela, quando ela “errar”. Olhar-se sem pecado e sem culpa é o papel que nos cabe, pois não somos maus ou ruins. Às vezes sentimos muito medo e atuamos com base nisso. Alguém que age através do medo, não necessita ser culpado, mas de compreensão.
Até breve!
🌟Autor: Tiago Bueno🌾
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