Vento da
Liberdade
#N°134 – Alcançando
o sonho
Reflexões não tão
diárias – 10/8/2021
Um dia eu até fui feliz. Hoje, da felicidade eu não conheço é
nada. Quem nadou um dia ainda foi feliz. Quem não nadou não teve o sabor de
cair na água e dar umas braçadas. Você até pode achar isso que estou escrevendo
ridículo, talvez até mesmo sem sentido. E eu te pergunto se alguma vez você já
foi o suficientemente ridículo e até imoral e mesmo assim era feliz? Alguma vez
já lhe aconteceu isso? Se você já surfou com um tubarão eu não sei, mas o que
sei é que é bom ser ridículo e também louco. Nem sempre, né, mas de vez em
quando se você não sai para passear vai ficar só em casa assistindo tudo o que
já conhece. Sair pra passear, então, se torna um ato revolucionário, e até
mesmo ridículo. Por que afinal de contas precisamos sacar dinheiro nos caixas eletrônicos?
Porque não preferimos ir á praia e tomar um sol na areia, comendo uma pipoca e
tomando um bom dum sorvete. Meu pai uma vez me ensinou o quanto ser ridículo poderia
me tornar um ser humano melhor e mais bem sucedido na vida. Eu muito me
esforcei para aprender o desafio que me havia sido colocado. Hoje, aos 45 anos
de idade, percebo que infelizmente não alcancei o tão almejado objetivo de me
tornar um bom ridículo. É, você precisa ser bom naquilo que faz, precisa se
esforçar, trabalhar duro, estudar, mas talvez não consiga alcançar uma posição
bem-sucedida na sociedade. Eu ainda me esforço pra chegar ao centro do poder e
ter reconhecimento público e quem sabe internacional. Quero poder ser conhecido
como o mais ridículo dos ridículos, o mais esfarrapado, sem cueca e sem pranche
de surf. Mas um dia a vida irá me recompensar, um dia serei homenageado no alto
escalão do exercito. Serei um Marechal. Terei aquele título que me fará alguém
destacado, grandioso, mas mesmo assim, apesar de todo o meu esforço, não creio
que conseguirei realizar o sonho do meu pai, ser verdadeiramente um ridículo.
Este legado será deixado à humanidade, em futuro próximo. Daí, então, todos
poderão cantar o hino nacional e se orgulhar. Enquanto isso, eu queria te
convidar pra jogar uma bolinha. Sei que você não joga futebol. Sei também que
nem ao menos joga um basquete. Mas não é nada disso não. Iremos jogar bolinha
de tênis um para o outro. Você corre pela direita e eu pela esquerda. Você
atira a bolinha e eu pego ela. Depois eu é quem atira a bolinha pra você. Só é
preciso cuidar com os buracos no chão, pra não cair e torcer o pé. Mas afinal
um dia suas pétalas caíram e ei-la despojada. O espinho então falou com ironia,
“Eis a que fim chegou nossa pobre obstinada, deu tudo o que possuía, no fim
morreu sem nada”. Eu quero te convidar pra treinar ser ridículo, mas bem ridículo,
daqueles tão ridículos que perderam completamente a vergonha de ser quem são e
dar sua palavra ao mundo, mesmo que não tenha pé nem cabeça. Vem comigo, eu
quero te contaminar de loucuras. Quero ir ver a luz do luar e quero caminhar
contigo até cairmos os dois na areia, mortos de fome e cansaço. Daí olhamos um
pro outro e falamos, “que ridículo mesmo, não foi nem um pouquinho coerente,
elevado, iluminado, exemplar. Que ridículo!”. Dai eu acho que seremos felizes. Não
vou mas me preocupar sobre o que andam pensando de mim. Afinal, simplesmente
sendo ridículo, essa parte de mim mesmo se expressa.
Até breve!
🌟Autor:
Tiago Bueno🌾
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