🌾 Vento da Liberdade
#N°63 – Envelhecer
🦅Reflexões diárias – 23/07/2020
🌟 Alguém dormia o sono do cotidiano. Acordava, tomava seu café, acompanhava as notícias e, não raro, se queixava da situação atual. Porém, num determinado dia, essa pessoa recebe uma visita inusitada que lhe convida a conhecer um novo mundo. E lhe diz também que ela era uma pessoa escolhida, dentre todas as demais, para assumir uma herança de riqueza e prosperidade neste novo mundo. A princípio, esta pessoa acha aquilo tudo uma grande piada e falcatrua. Não acredita numa só palavra que lhe fora dito. E repete em voz alta: “Nada existe além dessa realidade. Eu me informo todos os dias sobre todos os acontecimentos. Ninguém venha me falar asneiras e contos de fadas”. O belo sujeito assim falou e voltou a acompanhar as notícias e informações que recebia dos telejornais. Um certo dia, porém, sem aguardar o que estava por lhe acontecer, este sujeito acordou e percebeu que havia sentado, ao pé da sua cama, um idoso. Ele rapidamente se levantou num salto e vociferou:
- Quem é você? O que faz aqui? Saia já do meu quarto antes que eu chame a polícia.
O idoso mal conseguia mover a própria cabeça, tão fraco e doente parecia estar. Apenas mexeu um pouco os olhos e, olhando-o, disse-lhe:
- Você não me reconhece?
- Não respondeu o sujeito, assustado.
- Olhe bem para mim. Eu sou você.
Nisso o sujeito deu um enorme de um grito e saltou da cama, acordando. Ele apenas sonhava.
Sua vida continuou sendo a mesma. Porém, vez por outra, quando se encontrava consigo mesmo, lá estava a imagem daquele idoso a lhe atormentar as reflexões. Ele então achou que chegara o momento de ir fazer análise, mas não queria ninguém que o levasse ao passado forçando-o a rever sua relação com seus pais. Gostaria de uma terapia breve que, talvez, lhe ajudasse a desvendar o sonho que lhe atormentava naquela altura da sua vida.
A psicóloga que lhe atendeu logo percebeu não se tratar de um problema psicológico. Sentiu, intuitivamente, que havia algo a ser desvendado ali, e que não lhe caberia intervir naquela busca que ele deveria fazer por si mesmo.
Ao ser informado sobre isso, o sujeito esbravejou perguntando-lhe que tipo de profissional ela era ou se era alguma espécie de cartomante. Ela, no entanto, ficou impassível diante das palavras ditas por ele, orientando-lhe que o seu caso não era da sua alçada.
O homem saiu do consultório profundamente perturbado. Nisso passou um idoso perto dele na calçada fazendo-o saltar para o lado, temeroso e assustado. Sua cabeça fervilhava. Como um sonho medíocre como aquele poderia ter-lhe roubado o descanso? – pensava. Agora todas as noites, ele sempre se certificava de que todas as janelas e portas estavam seguras e trancadas. Seguro de si, dizia em voz alta: “não é a imagem de um velho que irá me roubar minha paz”.
No entanto, roubara. Seus dias e noites nunca mais foram os mesmos. A imagem lhe acompanhava e provocava profunda tormenta interior. Até que um dia ele se lembrou daquele sujeito que estivera em sua casa falando-lhe “aquelas bobagens de que ele era uma pessoa escolhida para receber uma herança de riqueza num mundo novo”.
Onde estaria aquele sujeito neste momento? – se perguntava. Será que foi ele quem me enfeitiçou e me fez sonhar? Mas eu não acredito nessas coisas de feitiço – considerou consigo.
Mais alguns dias se passaram e repentinamente este homem voltou a sonhar com o velho. Só que agora ele via o velho caminhando em uma estrada de chão batido. O céu estava azul. Havia pássaros e uma forte sensação de bem-estar. Ele via o velho caminhando e tentava alcançá-lo, porém, por mais que corresse, não conseguia. O velho caminhou muito e subiu uma colina por aquela mesma estrada de chão batido que preenchia a atmosfera com uma sensação de paz e leveza. Ele, porém, não o alcançou.
Acordou pela manhã desfrutando a mesma sensação que o sonho lhe trouxera. Era como se sentisse um perfume, uma sensação que lhe recordava o Lar. Este sujeito, então, daquele momento em diante, empreendeu uma jornada em direção a si mesmo. Aos poucos, reduziu a atenção que dava aos noticiários e telejornais, dirigindo-a ao seu interior. Intuitivamente ele começou a seguir um caminho de retorno à Grande Presença que carregava consigo. À medida que fazia isso e os anos passavam, ele percebeu que envelhecer era mudar a beleza de fora para dentro. Sua atenção, agora, mais e mais se mantinha voltada à Grande Riqueza e Opulência que continha dentro de si. Seus últimos anos de vida foram os mais belos de sua existência. Ele conseguira descobrir o que aquele sujeito queria lhe dizer sobre a sua herança e o mundo novo. Se sentia muito afortunado por conseguir olhar para fora e não mais ver um mundo de maldades. Agora, ele estendia o que via dentro de si para fora. Afirmava consigo: “Eu Sou um Master doador de bençãos e fortuna para todos”. Todas as situações e pessoas que via, ele agora abençoava e bendizia.
🌟Auto: Tiago Bueno🌾
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