🌾 Vento da Liberdade
#N°71 – Levar inteligência às emoções
Reflexões diárias – 31/07/2020
🌟 Ser um ser humano na Terra é fazer parte de uma realidade realmente complexa. Entramos num corpo de carne e, ainda pequenos, sem a menor chance de defesa alguma, absorvemos um paradigma inteiro de autoanulação e autodesmerecimento. Procuramos o amor naqueles que nos cercam e quase sempre recebemos respostas confusas. Escondemos grandes conflitos dentro de nós mesmos à medida que crescemos. No entanto, chega uma hora em que todas essas peças vêm à tona: o medo da solidão, o medo da rejeição, o medo do abandono. Vivemos famintos por fraternidade, uma vez que o amor já foi experimentado por nós como um alimento autoevidente. Estamos vestindo um corpo de carne. Mas não somos um corpo de carne. Ele é nosso veículo. Entretanto, buscamos o amor em corpos. Ao fazermos isto, inevitavelmente nossa consciência identifica-se com o corpo, tornando difícil distinguir se somos o veículo ou se somos aquele que o dirige. Essa busca se estende até chegarmos ao conhecimento de que a Fonte do Amor Divino, por quem buscamos nossas vidas inteiras, reside bem no centro dos nossos corações. Diante disso, vivemos um verdadeiro paradoxo. Ao mesmo tempo que ansiamos a unidade com o Amor Divino, sentimos medo desta integração. É como se esta realidade não fosse viável para quem não se sente digno, apesar de querer. Neste ponto do caminho, o que precisamos, sobretudo, é ter paciência e saber amparar a criança ferida em nosso interior. Talvez essa seja nosso real motivo de estarmos aqui, acolher a criança que ficou para trás. O poeta Fernando Pessoa, ao se deparar com o desafio de autoexpressão em determinado momento do seu caminho, escreveu: “A criança que fui chora na estrada. Deixei-a ali quando vim ser quem eu sou. Mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou”. Ao estendermos a mão para nossa criança interior ferida, estamos aprendendo como levar inteligência às nossas emoções. Nossas emoções guardam memórias antigas que precisam de muita sensibilidade e delicadeza para lidar com elas. No entanto, não raro ouve-se tratar, aqui e ali, em espaços que dizem cuidar do desenvolvimento humano, para você não sentir raiva, tristeza ou medo. Ora bolas, tamanha superficialidade acaba por gerar tanto estrago, que realmente julgo ter mais atenção quando ouvir alguém falar estes tipos de conselhos e invocações. Pois eles acabam gerando um medo de nossa própria sombra e escuridão, o que nos faz crescer sendo alienados de nossos sentimentos mais profundos. Nosso caminho então se divide em, por um lado ampararmos com delicadeza e paciência os sentimentos que vivem uma vida paralela, abafada e muitas vezes escondida dentro de nós mesmos, bem como, por outro, invocarmos a Autoridade, o Poder e o Amor Divino que “Eu Sou”. Esta é a nossa natureza verdadeira. Ao afirmar que “Eu Sou a Presença que preenche minha vida com Amor Divino”, podemos dirigir este Amor para que alcance todas as facetas do nosso ser.
🌟Autor: Tiago Bueno🌾
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