#N°72 – Professor x Instrutor

 🌾 Vento da Liberdade

#N°72 – Professor x Instrutor

Reflexões diárias – 01/08/2020 

🌟 Eu Sou um canal da Fonte da Beleza que flui criativa e inspiradora por toda atividade humana. Todo ser humano carrega dentro de si uma Fonte ilimitada de criatividade. É natural para esta Fonte fluir naturalmente, como um rio que corre para o mar. E cada um de nós está num processo de descobrir-se e se permitir ser um canal para o livre fluir dessas águas puras. E a chave para isso está neste mantra afirmativo conhecido como “Eu Sou”. Muitos de nós já deram vazão à Sua originalidade em tempos passados e, por vezes, podem ter tido a experiência de não se sentirem bem-vindos, bem recebidos, devido a serem diferentes. Principalmente dentro das escolas, os professores precisam estar capacitados a valorizar toda autoexpressão de seus alunos. Ser professor é a tarefa mais elevada que existe. Não é para qualquer pessoa sem preparo ter a responsabilidade pela formação de outros. Devido à falta de preparo de muitos profissionais da educação, vejo que há muito aluno que escondeu o seu dom, sua arte, seu carisma único, vivendo em estados depressivos, já que sua energia criativa não pode fluir. E eu não falo somente de ambientes formais de educação, onde o preparo e capacitação dos profissionais deveria ser avançado. Em ambientes alternativos e holístico, o drama é talvez pior. Um espaço e ambiente de formação de sujeitos deve estar voltado para que os alunos produzam conhecimento. Mas ao invés disso, vemos espaços educacionais utilizando uma “pedagogia do tempo da Pedra Lascada”, onde uma única pessoa faz uso da palavra, repassando uma cópia de conteúdo que nem ao menos foi ela quem produziu. Ou seja, o “professor” repassa uma cópia de um conteúdo feito por outra pessoa aos alunos que copiam e depois devolvem a cópia na prova. Nesse processo não houve produção de pensamento autêntico. Não existe coisa mais atrasada do que isto. Além disso, há outros impeditivos à produção de pensamento autêntico. Nem sempre é fácil querer se expressar e se sentir impedido devido ao medo e ao receio da rejeição. O bullying é força presente dentro de um contexto pedagógico como este, onde não se tem espaço para o diálogo.  Precisamos abrir espaço para a autoexpressão. Para muita gente é fácil se expressar. Para outros, no entanto, pode ser traumático, necessitando um trabalho de fortalecimento interior. Você já imaginou alguém que em algum momento foi ser original e acabou sendo violentamente rejeitado por isso? É bom não ignorar o tamanho das nossas feridas psicológicas e ter muita atitude de paciência e delicadeza no trato com elas. Afinal, o motivo de estarmos aqui é nos amarmos do jeitinho que somos agora. Sim, sonhamos com o dia em que iremos concretizar a realização de algo muito desejado. No entanto, isso deve ser apenas um subproduto que emerge devido ao tempo de amor dedicado a nós mesmos. Enquanto isso, acredito ser importante sempre protegermos nossa criança interior dos julgamentos e dúvidas que jogam sobre ela, quando temos a coragem de expressar externamente nosso Dom ou brilho. Não a deixe vulnerável frente ao julgamento de outras pessoas. Saiba que, devido às pessoas se desenvolverem dentro de uma educação que não é libertadora, o sonho inconsciente delas passa a ser o de se tornarem igual àqueles que as oprimiram. É paradoxal essa ideia trazida por Paulo Freire. Entretanto, é comum ver pessoas desejando educar seus filhos de uma maneira diferente da qual foram educadas, mostrarem-se desconcertadas por estarem repetindo os mesmos padrões opressivos que receberam. Uma educação libertadora deve ser pautada no exercício do diálogo e da horizontalidade, habilidades que, convenhamos, vão na contramão da cultura e sociedade que estamos inseridos. Então, podemos pensar em como que nós podemos inserir estas duas características em nossas relações no dia a dia. A horizontalidade, por exemplo, pode ser exercitada ao lembrarmos que dentro de cada pessoa está se manifestando a Divina Presença Eu Sou. Ao vermos um outro ser humano estamos recordando que dentro dele só existe a manifestação da rica e gloriosa Presença Eu Sou, agora e para sempre. Esta lembrança invoca o que há de melhor e mais elevado na outra pessoa. O exercício do diálogo se dá, sobretudo, quando escutamos a outra pessoa até o final da sua fala, sem interrompê-la. Da mesma forma, por nossa vez, fazemos uso da palavra pedindo que nos seja permitido a expressão assim como demos esse direito ao outro. Quando o indivíduo se expressa ocorre a sua emancipação. Eu finalizo este texto lembrando que um professor é alguém que cria um ambiente seguro e confiável onde seus alunos possam produzir pensamento autêntico. Não é tarefa de professor ficar transmitindo conteúdo para os alunos. Quem faz isso é instrutor, não professor. Alguém que desempenha essa tarefa auspiciosa de ser um professor é uma pessoa que produz conhecimento, e que, por isso, sabe como tornar os demais em sujeitos e não em objetos.

🌟Autor: Tiago Bueno🌾
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