#N°100 – “Sim”, este sou eu!

  🌾 Vento da Liberdade


#N°100 – “Sim”, este sou eu!


Reflexões diárias – 05/09/2020 


🌟 Eu Sou a Presença manifestando-se com pleno poder e grande glória. Essa é a Luz que todos nós buscamos. Ela é a Vida dentro de nós. A cada respiração, podemos renascer Nela, podemos reviver e reafirmar nossos potenciais mais profundos. A Autoridade verdadeira reside nesta Presença Interior. Jesus falava a partir dessa Autoridade. Seu exemplo serviu para todos que desejam se libertar e encontrar a Autoridade dentro de si, de modo a ouvir a Voz da Sua intuição e utilizar sua própria originalidade e grandeza aqui na Terra. A ortodoxia da religião, no entanto, passou a adorar Jesus. Mas sua mensagem não era essa. Sua mensagem era e é de libertação. Libertação de qualquer “autoridade externa” e reencontro com o Deus interior, a plenitude da Presença Eu Sou. A educação como prática de liberdade tem como objetivo fazer exatamente isso: que o estudante se torne um autor, o mestre e criador da sua própria jornada, e não mais uma ovelhinha necessitada de pastor. O convite de Jesus é o de que cada um encontre a Divina Presença Eu Sou dentro de si e se liberte de ficar buscando autorização no mundo de fora. Sei o quanto isso vai contra e subverte uma estrutura de dominação e subserviência. Afinal de contas, desde a escola somos formatados a pensar de acordo com as regras, a seguir o que os outros dizem, a copiar e devolver na prova. Crescemos ouvindo que isso é o correto. Libertar-se disso é realmente acreditar e confiar em si, tendo como único guia a sua Divina Presença. Isso exige um enorme esforço. Todo este sistema de ensino não desenvolveu em nós a capacidade de como aprender a aprender. Por isso, é sempre bom lembrar que não precisamos de sistema de ensino, nem de faculdade de ensino. Precisamos de faculdade e escolas de pesquisa, onde aprendamos como aprender, como pesquisar. Desse modo, não iremos mais procurar uma autoridade externa que nos diga o que devemos fazer, como devemos pensar. Não iremos mais seguir guru, terapeuta, pastor, padre, palestrante, etc. Para romper com isso, precisamos voltar a ouvir nossos próprios sentimentos, nossas mais profundas emoções e confiar nelas. Eu falo aqui em entrar em contato, por exemplo, com a nossa tristeza. No caminho comum e batido, onde somos domesticados, nos ensinam o afastamento das emoções ditas escuras, dizendo que elas são pouco más, ruins, negativas e pouco confiáveis. Porém, elas guardam um profundo tesouro, se você se entregar a elas. Quando digo se entregar, digo não lutar e realmente ouvir o que elas têm a nos dizer. Será que a tristeza não está querendo nos dizer que abandonamos nossos sonhos e ideais? Será que não abandonamos quem realmente somos para viver uma vida voltada a agradar outras pessoas? Eu estou mostrando ao mundo quem eu realmente sou? Eu desisti de mim para viver dependente e submisso a alguma outra pessoa? Nesse exato momento, que você lê este texto, porque razão não está produzindo seu próprio texto, ao invés de ficar buscando informação fora de você? Eu estou aqui para lhe dizer que pare de me seguir ou de seguir outras pessoas e que volte a acreditar na Divina Presença Eu Sou no seu interior, que volte a ouvir sua criança interior e vá brincar e se divertir, tomar banho na chuva, de Rio, fazer trilhas, namorar, se aventurar. Sei que talvez você me diga que tenha medo. De forma alguma direi a você que não sinta medo. Mas direi para escutá-lo. Sim, escute o seu medo. Utilize suas emoções como um instrumento perfeito para seu autoconhecimento. Ao verdadeiramente ouvir seu medo, talvez compreenderá o quanto se sente sozinho e triste, e isso provocará um amadurecimento: “Nossa, eu não sabia o quão sozinha minha criança interior estava se sentindo. Deixe eu ficar comigo mesma e ser minha melhor amiga. O que eu posso fazer por mim neste exato momento que iria me ajudar?”. Quando resgatamos a intimidade com nós mesmos, resgatamos a autocompaixão e vamos encontrando as respostas que necessitamos para desenvolver nossa autoria. E isso começa através de uma escuta sensível e delicada daquilo que sentimos. Nossa criança interior fala através das nossas emoções. E muitas delas encontram-se presas e congeladas em nosso corpo. Elas representam nosso “não” à vida. E precisamos aprender a dizer “sim” até mesmo a este “não”. É verdade! Isso é parar de lutar consigo. Sei o quanto você ouviu, desde pequeno, que deveria ser feliz, que deveria ser útil, que deveria ser uma pessoa boa e forte. Todos estes conselhos e invocações, no entanto, acabaram por criar um medo da nossa própria sombra e escuridão. O que nos tornou alienados das nossas emoções mais profundas. Nunca ninguém se importou em ouvir o quão difícil e amedrontador foi para um bebê nascer. E este “não” à vida pode estar lá, guardado, congelado, envolto por uma série de outras emoções que hoje nos impedem de viver e seguir adiante. E muitas vezes nos batemos, nos culpamos, acreditando que deveríamos ser diferente do que somos. O caminho, porém, é diferente. Ele exige que a gente abandone essa pessoa que achamos que devemos ser, para abraçar e ficar com quem realmente somos. E isso significa ouvir a si mesmo e muitas vezes dizer “sim” a essa recusa de querer viver. O seu “sim” o liberta da luta de querer ser diferente. Diga “Sim”, este sou eu e eu sou bom do jeito que sou. Diga “Sim”, este sou eu e isso o que sou é bom do jeito que é. Diga “Sim”, este sou eu e isto é bom. “Sim”, este sou eu e isso é bom.

Até breve!


🌟Autor: Tiago Bueno🌾


✨Blog👉http://labidr.blogspot.com


Fone: (51) 998177893


✨Receba diretamente os áudios do Vento da Liberdade pelo grupo do whatsapp:

https://chat.whatsapp.com/Keld8g5JK1pB6Q7vnfR4cC


✨Ou pelo Telegram: https://t.me/ventodaliberdade


✨Vídeo sobre Comunicação Não-Violenta em:

https://youtu.be/wD-GZkGO9xUl


Nenhum comentário:

Postar um comentário