#N°103 – Inteligência emocional

  🌾 Vento da Liberdade


#N°103 – Inteligência emocional


Reflexões diárias – 08/09/2020 


🌟 A Divina Presença Eu Sou é o âmago e a essência do nosso ser. Quando falamos “Eu Sou”, podemos nos identificar com a essência ou com a superfície. Na nossa essência encontram-se os atributos da Divindade, como por exemplo a Paz, a Beleza, o Amor e a Perfeição. Já na superfície da nossa consciência, geralmente nos identificamos com limitações, que buscamos superar. Então, há dois tipos de consciência em que podemos estar atuando em nosso dia. Um deles faz parte da nossa essência. O outro faz parte do nosso corpo. Quando estamos conscientes da nossa essência, a “âncora” da nossa consciência está apoiada sobre o nosso coração. E atuamos com base nestes valores que surgem a partir da identidade luminosa que somos: “Eu Sou Luz”. Agora, quanto estamos conscientes do nosso corpo, acreditando que somos um corpo, a “âncora” da nossa consciência apoia-se sobre o ego ou criança interior (ambos são a mesma coisa). Nosso ego ou criança interior está completamente ferido e multifacetado. Quando começamos o trabalho interior de autoconhecimento, vamos descendo para dentro de nós mesmos, em busca do verdadeiro “Eu”. Nesse caminho, vamos encontrando todas estas facetas feridas, onde somos convocados a aprender a dialogar de forma não-violenta com todas elas. São como crianças feridas, presas num quarto escuro ou calabouço. É triste vê-las assim. No entanto, você é o salvador ou a salvadora dessas crianças. Não há messias fora de você. Essas crianças irão se expressar por meio dos seus sentimentos e emoções. Aquilo que você sente é muito importante. Nunca desmereça seus sentimentos pensando que é egoísmo da sua parte sentir-se triste, irritado ou com medo, por exemplo. A forma como você irá curar a si mesmo(a) será o fruto conjunto de um relacionamento íntimo e estreito entre você e a sua criança interior. Por mais que alguém fora de você sugira coisas do tipo: “medite, reze, faça jejum, entoe mantras, etc”, nada disso funcionará, porque quem dá as regras de como a cura irá acontecer não vem de fora de você. Um professor verdadeiro nunca lhe dará regras. Apenas poderá lhe dizer que existe essa relação de intimidade com a criança interior que, mais cedo ou tarde, você terá que dar conta. O grande desafio aqui é não reproduzir a forma como nossos pais ou responsáveis se relacionavam conosco quando éramos crianças, principalmente quando ficávamos brabos e com raiva. Então, uma primeira sugestão seria “abra mão de dar significado àquilo que você sente”. Sim, ao se relacionar com os seus sentimentos, abra mão de trazer seu aprendizado passado e se coloque como um aprendiz iniciante, dizendo: “Eu não sei o significado desse sentimento. Eu não sei o significado de coisa alguma”. Desse modo, abra-se para ouvir, para escutar. Faça isso através de uma pergunta: “Fulano, você está se sentindo ansioso ou com medo?”. Perceba que, neste momento, é como se você estivesse se desidentificando da sua própria dor, a fim de compreendê-la. Enquanto estamos identificados, estamos mergulhados nela e corremos o risco de nos afogar. Algumas pessoas desenham uma criança num papel e a utilizam como representação da emoção que estão vivendo, de modo a alcançar a tal “desidentificação”. Começar retirando o significado daquilo que estamos sentindo (eu não sei o significado deste sentimento) e criando desidentificação (vendo o sentimento como uma criança), nos prepara para uma abertura, por meio do qual iremos ouvi-la. Nesse instante, através de uma pergunta, reflita os sentimentos que ela está sentindo: “fulano, você está se sentindo triste, sozinho?”. Pode ser que você não ouça resposta alguma, inicialmente. É bom não se pressionar. Nosso inconsciente não trabalha sob pressão. Lembro-me que minha criança interior apareceu para mim, furiosa, e disse-me: “O que é isso? Tu resolveu ser bonzinho agora?”. Uma amiga recentemente entrou em contato com sua criança interior e, ao contrário do que esperava encontrar, viu uma criança toda elegante, bem vestida, parecendo uma líder empresarial. No início ela não entendeu o significado daquilo, pois tinha poucas lembranças da sua infância. De fato, sua infância praticamente não existiu. Começou a recordar que seu maior desejo era ser adulta rapidamente. Para agradar o pai e a mãe, lia livros de administração de negócios com sete anos de idade. Sua infância praticamente não existiu, disse-me. O que pode acontecer com alguém que não vive uma fase da sua vida? Não sabemos. Mas talvez nossos sentimentos possam nos revelar, se dedicarmos tempo de intimidade com nossa criança interior. Uma dica importante: É preciso a mais alta honestidade e compaixão para curar a criança ferida, pois a tendência dela é sempre responsabilizar os outros por aquilo que sente. Nossa vulnerabilidade só perderá força sobre nós quando deixarmos cair nossas máscaras e fingimentos. Defesas para proteger nossa vulnerabilidade são palavras do tipo: “Estou sendo desrespeitado. Me sinto desvalorizado. Me sinto desconsiderado. Me sinto traído. Me sinto negligenciado, perseguido, enganado, etc.” Todas essas expressões ainda são apenas algumas das inúmeras maneiras de colocarmos a responsabilidade por nossa criança interior ferida no colo das outras pessoas. Pode notar que as expressões que eu citei acima colocam a causa da nossa dor no mundo de fora. E não há como assumir autorresponsabilidade dessa maneira. Tudo bem se você resiste falar dos seus sentimentos com honestidade no momento. Sua resistência é bem-vinda. Precisamos aprender a dizer “Sim” a nossa resistência também.


Até breve!


🌟Autor: Tiago Bueno🌾


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