🌾 Vento da Liberdade
#N°105 – O que é “Maya” a ilusão?
Reflexões diárias – 10/09/2020
🌟 Eu Sou a Única Presença atuando aqui. É bom voltar para o nosso coração, de novo e de novo. Eu Sou a Presença Governadora e a Inteligência Dirigente atuando aqui. Ao voltarmos para o nosso centro divino, somos capazes de tomar decisões a partir de uma plataforma de autoconfiança. No entanto, em nossa cultura, com frequência nós aprendemos a estar voltados para o exterior, de modo a obter respostas e conhecimento do mundo de fora. E agora, estamos fazendo um movimento contrário. Por experiência própria, sei que a disputa pela nossa atenção é tremenda. A Divina Presença Eu Sou dentro de nós requer nossa atenção constante, pois Ela é um fogo que queima em nosso coração. Um fogo, se você não o alimenta, ele se apaga. Você precisa estar com a sua atenção voltada para o fogo, alimentando-o com lenha. Esse fogo interior, então, cresce de acordo com a atenção que dedicamos a ele. De uma simples faísca, ele pode vir a se tornar numa fogueira. Quanto maior ele for, maior será nossa capacidade de transmutação, de poder e de amor. Numa realidade cujos elementos principais que guiam os seres humanos são o medo e a ignorância, quem possui luz, possui poder, porque consegue ver.
- Mas ver o que?
- Ver que não sabemos o significado de coisa alguma.
- Que? Isso?
- Sim! Por mais paradoxal que possa parecer, a ignorância, em nossa cultura, é testemunhada pela crença de acreditar que sabemos alguma coisa. A ignorância gera o medo e o medo gera a necessidade de controle. Daí estarmos constantemente dizendo o que é certo e o que é errado, emitindo julgamentos, interpretações, analisando, fazendo comparações. Todas essas habilidades servem apenas para que o passado ocupe o momento presente, de modo a controlá-lo.
- Mas e como eu posso sair disso?
- Descreva aquilo que você observa, por exemplo. Isto é o que requer verdadeira força, luz, poder interior. É o poder de estar totalmente presente e apenas observar, sem jogar a realidade para um lado ou para o outro. Quer um exemplo?
- Quero sim!
- Me diga o que você observou acontecer nesta situação que irei lhe descrever:
“O ônibus chegou. Era noite. Ela subiu no transporte. Tinha dinheiro espalhado pelos dois bolsos. Ficou separando o que tinha e selecionou apenas parte do valor da passagem. Entregou ao cobrador. O cobrador ficou olhando-a, enquanto ela ainda selecionava o restante da passagem. Ela havia, faz pouco tempo, mudado o seu nome para Roberta. Sua pele era negra e seu cabelo era, segundo amigos diziam, uma manifestação política ambulante. O cobrador então a chamou. Fez um sinal para que não desse o restante do valor da passagem, e que ficasse na parte da frente do veículo, descendo pela porta da frente. Ela respirou fundo, encarou-o nos olhos, colocou a mão em seu bolso, retirou o restante do valor da passagem e disse: - Eu quero passar. O cobrador recebeu a passagem e falou em voz alta: - Essa não é a minha noite. Ela então se colocou: - Eu não posso evitar, essa é a minha natureza.”
- Me diga agora o que você observou acontecer nesta situação, por favor.
- Eu vi que a Roberta era uma transexual negra, pois ela havia mudado de nome. Vi também que o cobrador olhou para ela e agiu com preconceito, pedindo que ela ficasse na parte da frente do ônibus. Isto se fazia na época da segregação racial. Ela, porém, por ser uma mulher empoderada se posicionou e reivindicou seu direito de pagar e passar a roleta. Foi isso o que eu observei acontecer.
- Se você realmente observasse essa situação e não interpretasse ela, me diga onde há um transexual no texto? E onde diz no texto que o cobrador agiu com preconceito? A Roberta muito bem poderia ser uma mulher que apenas mudou o seu nome. O cobrador, por sua vez, poderia ter outras intenções ali, que não a de discriminar ela. Ele, por exemplo, poderia estar querendo fazer um “caixa 2” e ficar com parte do valor da passagem para si, já que ela havia dado uma parte do valor da passagem para ele e ele não a devolveu, mas pediu que ela ficasse na parte da frente do ônibus, descendo pela porta da frente.
- E se ele fez aquilo com a intenção de puxar assunto com ela e dar em cima da Roberta?
- Isso também é uma outra interpretação. Estar realmente presente e apenas observar, exige que possamos retirar o significado que damos aos fatos e situações. Eu não sei o significado disso. Isto é ter poder interior, pois dessa maneira permitimos que a Divina Presença Eu Sou tome o lugar Dela na nossa consciência e nos mostre o caminho para sair da terra de “maya”, a ilusão. Sempre que misturamos nossa interpretação com o fato observado, estamos iludidos, estamos reféns de “maya”. É aí que começa o problema em nossa comunicação.
Até breve!
🌟Autor: Tiago Bueno🌾
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