🌾 Vento da Liberdade
#N°157 – Dons a oferecer
Reflexões diárias – 3/2/2022
🌟 Penso em escrever. Começo! Não sei o caminho ou direção. Acho que o que levaremos dessa vida são as experiências vividas. Então, vou escrever exatamente sobre isso. Certa vez vivi uma experiência diferente. Caminhei sem rumo, sem direção. Não tinha também o relógio do tempo com que me preocupar, pois não havia para onde ir, nem compromisso. Apenas ia, caminhava. Comecei, por isso, a observar a vida por onde passava, pois era um “turista”. Não me restava outra coisa. Não tinha em que me agarrar. Cada lugar era novo, pessoas sempre novas. E eu caminhava entregue à morte, pensava. Pois não havia dinheiro. Apenas caminhava. Talvez experimentava aquilo que alguns chamam de “fluxo”. Foi quando parei por um minuto ou mais e contemplei, talvez pela primeira vez, as longas folhas de um Salgueiro Chorão. Elas se encontravam com o chão e nele se mantinham encostadas, sem alarde. Acho que eu também caminhava assim, sem alarde. Se a morte chegasse, não seria surpresa. Cheguei, então, a um posto de gasolina. Era possível ali passar a noite. Alguns postos de gasolina, na estrada, não é permitido passar a noite. Armei, então, minha barraca e deitei-me. Em meio à madrugada, me admirava como um único grilo sozinho, um só pequeno grilo, podia ser escutado tão longe. Ela desmontava o silêncio da noite e era uma companhia naquele momento. Na manhã seguinte, o frentista do posto me levou um café da manhã. Olha, para quem estava viajando naquelas condições, aquele gesto ganhava proporção realmente grande. Este mesmo frentista, mais tarde, conseguiu-me uma carona com um sujeito que estava indo à cidade de Cruzeiro do Sul. Peguei a carona e fomos conversando. Chegando lá, sua generosidade foi tamanha que me convidou para comer uma pizza e pernoitar num hotel. Aceitei. Ufa, uma cama, um banho, ar condicionado. Descobri quão poderoso é aquele que descobre a grandeza nas “insignificâncias” da vida. Na manhã seguinte, tomei um café da manhã no refeitório do hotel e, após, caminhei até a prefeitura da cidade para ver se havia algum serviço de abrigo para quem estava em situação de rua. Minha surpresa foi que o filho do prefeito veio em meu auxílio e hospedou-me na casa da irmã do prefeito, sua tia. Por mais estranho que isso possa parecer, acho que a energia de “entrega à morte” estava me trazendo tudo aquilo. No outro dia, o mesmo rapaz levou-me para conhecer seu pai, o prefeito. Eu que até então me sentia como uma espécie de pária social, notava que a vida me dizia que, apesar de estar sem bens, posse ou dinheiro, eu podia, internamente, me colocar em outra posição, como, por exemplo, a de alguém muito rico, que tem valores, qualidades e dons a oferecer.
Até breve!
🌟Autor: Tiago Bueno🌾
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